Pergunta ao Doutor

Como e porque treinar o CORE

A musculatura do CORE

O que e porque treinar o CORE?

O  CORE é um conjunto de músculos situados ao redor do tronco, composto por 29 diferentes músculos localizados superficial e profundamente na região que compreende a lombar, o abdômen e a pelve e por isso chamado de CORE, que significa CENTRO, o centro do nosso corpo.

Os músculos abdominais, os oblíquos, a musculatura lombar e de glúteos são as maiores estruturas do CORE.

A estabilidade do CORE é definida como a habilidade deste complexo de controlar a posição e o movimento do tronco, permitindo a transferência e o controle da força para membros superiores e inferiores durante as atividades atléticas ou do dia-a-dia.

As principais funções do CORE são:

Manter uma base de suporte para o corpo, alinhamento corporal, geração de energia (força) em variados movimentos e prevenção de lesões. Em determinados movimentos, sem que a gente perceba ocorrem contrações na musculatura do CORE, que precedem em milésimos de segundos os movimentos que faremos com os braços ou as pernas, de modo a dar a estabilidade necessária e gerar maior potência.

Pouca gente sabe por exemplo, que ao jogar tennis, a maior parte da força transferida ao golpe é gerada do tronco e não dos braços, tanto nas batidas na bolinha quanto nos saques. Não é possível pensar em realizar os exercícios de maior complexidade no crossfit e calistenia, sem um CORE altamente treinado e desenvolvido.

Braços e pernas fortes não se sustentam sem a base conferida pelo CORE. É aí que surgem os riscos de lesão .

 

core

O que diz a literatura sobre o CORE?

A literatura mostra que o CORE enfraquecido predispõe a inúmeras lesões como:

  • lesão posterior da coxa associada à fadiga dos músculos abdominais,
  • dor lombar crônica,
  • dor femoropatelar no joelho,
  • síndrome do atrito da banda iliotibial em praticantes de corrida,
  • maior incidência de entorses de joelho e tornozelo,
  • tendinites,
  • e até lesões ligamentares que podem requerer cirurgia.

Conclusão:

O consenso é que o treinamento desta musculatura deve fazer parte da rotina como forma de prevenção de lesões e também utilizado nos programas de reabilitação daqueles que apresentam alguma lesão. Além disso, esse treinamento pode melhorar a performance atlética .

Procure seu professor de educação física para se informar das diferentes e melhores maneiras de treinar o CORE.

Aprenda como treinar o CORE aqui.

Siga no instagram @drjorgewenke

Referências:

Willson JD, Dougherty CP, Ireland ML, Davis IM. Core stability and its relationship to lower extremity function and injury.  J Am Acad Orthop Surg. 2005; 13(5):316-25.

Zazulak BT, Hewett TE, Reeves NP, Goldberg B. The effects of core proprioception on knee injury. Am J Sports Med. 2007; 35(3):368-73.

Pavin LN, Gonçalves C. Principles of core stability in the training and in the rehabilitation: review of literature. J Health Sci Inst. 2010; 28(1): 53-5.

Dr Jorge Rafael Wenke
Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Joelho
Staff do Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (INTO)
Consultório 3449-1050 Leblon
jrwenke@gmail.com
instagram @drjorgewenke
Post AnteriorPróximo Artigo
Dr Jorge Rafael Wenke Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Joelho Staff do Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (INTO) Consultório 3449-1050 Leblon jrwenke@gmail.com instagram @drjorgewenke