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Você é o que você come… Muito além das calorias

Você é o que você come…

Muito além das calorias
Estudo aponta que a chave para a perda de peso é a qualidade da dieta.

Para muitos, dieta para perda de peso é sinônimo exclusivamente de restrição calórica.

O controle do peso considerando apenas o equilíbrio entre as calorias ingeridas e utilizadas parece ser o mais eficiente e racional. Mas, um novo estudo publicado essa semana pôs em xeque essa relação. Afirma a Nutricionista Daiane Spitz.

Na pesquisa, os autores constataram que as pessoas que reduziram o açúcar de adição, os grãos refinados e os alimentos altamente processados/industrializados e aumentaram o consumo de vegetais, alimentos naturais e integrais, perderam quantidade significativa de peso ao longo de um ano.

Isso ocorreu sem os indivíduos se preocuparem com a contagem de calorias.

A estratégia funcionou tanto para as pessoas que seguiram dietas com baixo teor de gordura (low fat) ou de carboidratos (low carb).

A pesquisa destaca a importância da qualidade, das boas escolhas alimentares, da mudança de hábitos e reeducação alimentar para a perda e manutenção do peso a longo prazo.

 

O ESTUDO

609 indivíduos com sobrepeso e obesidade foram divididos em 02 grupos por 1 ano:

  • os que deveriam seguir uma dieta low carb
  • os que deveriam seguir uma dieta low fat

Ambos os grupos foram orientados por nutricionistas a ingerir alimentos integrais, rico em nutrientes, minimamente processados e feitos em casa sempre que possível.

Leia: Quer emagrecer? Mude alguns conceitos e tenha sucesso na dieta.

Nos encontros, se discutiam a qualidade da dieta, estratégias alimentares e comportamentais para atingir uma ingestão reduzida e sustentável de gordura ou carboidrato a longo prazo.

As principais recomendações caracterizavam-se pela:

  • ingestão de alimentos com densidade nutricional
  • consumo de vegetais e grãos integrais
  • redução do açúcar de adição e grãos refinados

Além das recomendações gerais, não se estimulava o consumo de industrializados com apelo “low fat” ou “low carb”.

O grupo low-fat foi orientado a consumir alimentos como arroz integral, aveia, lentilhas, além de carnes magras, produtos lácteos com baixo teor de gordura, quinoa, frutas frescas e legumes.

Já o grupo low-carb foi orientado a escolher alimentos como o azeite, salmão, abacate, queijos, vegetais, oleaginosas e sementes.

Focar na qualidade da alimentação e não em calorias fez com que o grupo low-carb perdesse uma média de 13Kg e o grupo low-fat 11,7Kg. Além disso, ambos os grupos apresentaram redução de circunferências, gordura corporal, glicemia e controle da pressão arterial.

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O estudo apresenta um diferencial dos realizados anteriormente porque não estabeleceu limites extremamente restritivos de carboidratos, gorduras ou calorias, concentrando-se no estímulo à “comida de verdade” e alimentos integrais, na quantidade necessária para que os indivíduos se sentissem saciados.

As pessoas que perderam mais peso relataram que o estudo ‘mudou sua relação com a comida’.

Não comiam mais no carro ou na frente da televisão, estavam cozinhando mais e sentando para comer com seus familiares.

A maioria das pessoas ficou surpresa e aliviada por não precisar restringir e tampouco pensar em calorias, pois já tinham vivenciado inúmeras tentativas frustradas.

Leia: O que levar para comer na praia para não furar a dieta?

Discutindo os resultados:

Quando comemos mais vegetais, alimentos integrais, menos pão branco, farinha refinada, açúcar de adição, lanches e bebidas açucaradas, geralmente reduzimos o aporte calórico da nossa dieta.

Portanto, não é que a caloria não importe. Mas ela não deve ser considerada de forma isolada. Um exemplo clássico seria considerar erroneamente que, por serem equivalentes em calorias, um brigadeiro exercerá o mesmo efeito de uma maçã no organismo.

Entender como funciona seu corpo, como ele metaboliza e reage a determinados alimentos e os mecanismos de fome-saciedade são fundamentais para a mudança de hábitos e manutenção de uma dieta
saudável, sem radicalismos.

Obviamente você não vai sair por aí comendo batata-doce, abacate ou castanhas de forma exagerada. O equilíbrio na quantidade e qualidade dos alimentos e nutrientes deve ser considerado e individualizado de acordo com seu sexo, idade, estilo de vida, rotina de trabalho e prática de atividade física.

Também deve ser levado em consideração que existem situações e indivíduos, como praticantes de atividade física que visam hipertrofia, atletas visando aumento de performance e bodybuilders, por exemplo, que necessitam de um controle fino e mais rigoroso da ingestão calórica, de proteínas e do aporte de nutrientes de modo geral.

Portanto, independente do seu perfil e objetivo, é fundamental o acompanhamento de um nutricionista para auxiliar nas melhores opções, combinações e para torná-lo critico nas escolhas alimentares.

ARTIGO: Gardner CD, Trepanowski JF, Del Gobbo LC, Hauser ME, Rigdon J, Ioannidis JPA, Desai M, King AC. Effect of Low-Fat vs Low-Carbohydrate Diet on 12-Month Weight Loss in Overweight Adults and the Association With Genotype Pattern or Insulin Secretion. The DIETFITS Randomized Clinical Trial. JAMA. 2018;319(7):667–679.

Daiane Spitz – Nutricionista
Atendimento em Ipanema, Tijuca, Body Tech Jardim Botânico & Botafogo
SITE: www.daianespitz.com.br
INSTAGRAM: @daianespitz
FACEBOOK: Daiane Spitz – Nutricionista

Marcello Paiva
Idealizador do portal @30tododia
Professor de Educação Física – UFRJ
Pós graduação em Fisiologia do Exercício e Programação Neurolinguística.
Coaching deTreinamento / Palestrante Motivacional
Consultas: 21 2529-6473
Email: marcellopaiva@30tododia.com.br
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Marcello Paiva
Idealizador do portal @30tododia Professor de Educação Física - UFRJ Pós graduação em Fisiologia do Exercício e Programação Neurolinguística. Coaching deTreinamento / Palestrante Motivacional Consultas: 21 2529-6473 Email: marcellopaiva@30tododia.com.br