Respeite Um Carro a Menos

Primeira pedalada

Faço um convite: Vamos de bicicleta?

Sou uma estabanada nata. São muitos “quases” ao longo dos dias, desde sempre. Tropeço mas não caio, esbarro, mas não quebro. Um susto a cada degrau. Para piorar, sou distraída!

Início da pedalada:

Meu caso é grave, reconheço. Mesmo assim, já há algum tempo, decidi que iria para onde quer que eu tivesse que ir de bicicleta. Ainda criança, com esforço, aprendi a pedalar. Minha bicicleta tinha rodinhas naturalmente, o que ajudou no início, e aos poucos, mesmo que no meu ritmo – lento, conquistei o equilíbrio para pedalar sem elas. E é mesmo como dizem, depois que se aprende a andar de bicicleta nunca mais se esquece.

Desde então, pedalar se tornou um prazer para mim, uma paixão. Mas não ousava ir muito longe para me proteger não só dos outros, mas principalmente de mim mesma. Pedalava sem pressa, sem compromisso, apenas por pedalar e sempre em ciclovias. Aos 18 anos, por obrigação, fiz auto-escola, reprovei 2 vezes até conseguir tirar a carteira de motorista. Para uma estabanada nata distraída, dirigir é tarefa complexa e, confesso: nas duas únicas vezes em que tentei dirigir o carro emprestado do meu pai bati antes mesmo de sair da garagem. Nunca mais dirigi.

Dia a dia da pedalada:

Com o tempo, cansada dos ônibus lotados e do trânsito nada cordial da cidade maravilhosa, resolvi ir de bicicleta. E fui. Recebi pelo caminho algumas buzinadas, ok. Mas cheguei inteira em casa! No dia seguinte fui um pouco mais longe. Muitos “quases”, mas nenhum arranhão. Sim, morria de medo. Na verdade, até hoje sinto medo. Uma cidade como o Rio de Janeiro, apesar de ser um convite ao pedal, é também um perigo até para o mais sagaz dos ciclistas.

Aos poucos, e com a prática, pedalar como meio de transporte se tornou a melhor opção para mim. Não tenho nada contra carros. Apenas me sinto melhor no banco do carona quando não vou de bicicleta. Apesar dos buracos, dos bueiros, dos assaltos, dos finos tirados, do mau humor dos motoristas, da falta de estrutura, da falta de sinalização, eu vou de bicicleta. Compartilho pistas com carros, subo e desço ladeiras. E faço um convite: vamos de bicicleta? Dê a primeira pedalada e sua vida muda para sempre.

(texto escrito por Isabel Pinheiro – uma das criadores do projeto Respeite Um Carro a Menos)

Pedalada - Respeite Um Carro a Menos

“Respeite Um Carro a Menos” é um movimento ciclístico que busca passar a ideologia da Mobilidade Sustentável. Fazemos isso através de plaquinhas que colorem as ruas nas bicicletas e espalham simpatia por onde passam. O Respeite é formado por 6 amantes da vida. =) São eles: Fred Sampaio (publicitário), Carlos Sales (Músico), Isabel Pinheiro (Atriz), Lula Franco (Produtora), Caio Silva (Designer) e Bernardo Bentes, esse que vos escreve todos as Quartas e Sábados.
Senta na bike e curte a brisa no rosto.
Nosso site é: www.respeiteumcarroamenos.com.br
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"Respeite Um Carro a Menos" é um movimento ciclístico que busca passar a ideologia da Mobilidade Sustentável. Fazemos isso através de plaquinhas que colorem as ruas nas bicicletas e espalham simpatia por onde passam. O Respeite é formado por 6 amantes da vida. =) São eles: Fred Sampaio (publicitário), Carlos Sales (Músico), Isabel Pinheiro (Atriz), Lula Franco (Produtora), Caio Silva (Designer) e Bernardo Bentes, esse que vos escreve todos as Quartas e Sábados. Senta na bike e curte a brisa no rosto. Nosso site é: www.respeiteumcarroamenos.com.br