Pitacos

SUP na Lagoa Rodrigo de Freitas!

Já eram quase 20h e o Sol ainda estava indo embora. Perfeito. O céu estava rosa, do jeito que eu queria, e como todo mundo gosta. Um típico final de tarde do verão carioca.

Sou apaixonada pela árvore de Natal da Lagoa desde a sua primeira aparição e sempre gostei de chegar pertinho dela. A opção do pedalinho sempre existiu, mas ir de SUP é muito mais gostoso. Então combinei com o Rafael Veloso, amigo de longa data, atleta do SUP, que já me treinou muito nas aulas de ginástica e agora vive para o Stand Up Paddle. Os olhos do Rafa brilham quando fala em remadas, e esta em especial, ele faz questão de incluir no seu calendário anual.

“Não tem nada igual ao Rio de Janeiro, imagina você poder fazer isso, depois do trabalho, durante a semana. É sensacional, não tem preço”, conta Rafael.

A Lagoa estava cheia de atletas, carrocinhas de água de coco, cachorro-quente, milho e pipoca.  Clima de final de ano. Tudo conspirava para uma remada perfeita, fazia um calorzinho de 26C com uma leve brisa, em plena noite carioca.

Logo na chegada o Rafa me surpreendeu com uma prancha de SUP inflável, achei o máximo, estava mesmo querendo conhecer este brinquedinho. Para quem quer ter uma prancha mas não tem onde guardá-la, essa é a salvação. Fiquei em dúvida sobre a estabilidade, material e tudo mais, mas que nada, a prancha é sensacional. Recomendo como iniciante e ele como atleta do esporte.

Conhecendo a prancha inflável.
Conhecendo a prancha inflável.
Hora de remar, e lá vou eu numa prancha mais estreita que a minha.
Hora de remar, e lá vou eu numa prancha mais estreita que a minha.

Tudo pronto para entrar na Lagoa e avistamos uma duplinha super simpática que nos fez companhia até o final do nosso encontro. Uma amiga do Rafael chegou com o filho Pedro, de 14 anos, para fazer sua primeira remada na Lagoa, e nós claro, levamos ele conosco.

No início fiquei preocupada em não cair na água, então acabei remando bem mais focada que o usual (sem perceber estava trabalhando a isometria nas pernas)  e muito feliz com o que estava fazendo: uma remada, na esquina da minha casa, em plena Lagoa Rodrigo de  Freitas, até a maior árvore de Natal flutuante do mundo.

Ela é linda. É gigante. E toca música. E ainda há quem fale mal dela.  Ah, mas se fosse em Paris, Praga, Viena ninguém falaria mal. Mas estamos no Rio de Janeiro,  a nossa Cidade Maravilhosa, e isso aqui é muito melhor que todas estas três cidades juntas, sabe o porquê? Porque além de tudo que ela nos oferece, ainda tem o carisma do povo carioca.

 

Hora da foto mais incrível da nossa remada. Ela está logo ali, e linda.
Hora da foto mais incrível da nossa remada. Ela está logo ali, e linda.

 

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E esse carioca que remou comigo tem o clima da cidade extravasado no seu astral. Desde 2009, quando teve a coluna lesionada e precisou para de surfar, Rafael Veloso se dedicou ao Stand Up Paddle, esporte que literalmente está transformando a sua vida. Entre o trabalho como personal trainner e as travessias que planeja,  Rafael ainda integra o elenco do programa Quatro Remos, no Canal OFF, junto à minha querida amiga Aninha Kurban, que esteve aqui no 30 comigo há algumas semanas. E quando nos apaixonamos pelo o que fazemos a nossa vida muda.

No início do ano, Rafael criou, junto à uma amiga, o Projeto SUPrir, que leva crianças das favelas cariocas para conhecerem e praticarem diferentes esportes de praia, especialmente o Stand Up Paddle. Com a ajuda de amigos, o grupo leva frequentemente jovens carentes para se familiarizarem com o esporte e, consequentemente com o mar.

” Perdemos muitos jovens para o tráfico por falta de orientação, educação e carinho. Quando são crianças todos querem ajudar, mas na adolescência são discriminados e abandonados. Um simples ato pode marcar e modificar a vida de um jovem”, explica Rafael sobre o Projeto.

Atualmente, mesmo não tendo dinheiro suficiente para adquirir uma prancha, já é mais fácil encontrar as opções feitas com  garrafas PET, e que  proporcionam remadas sensacionais como as pranchas originais. Acostumado às longas travessias como nos trechos Rio- São Paulo, Ilhas da Polinésia Francesa (Tahiti – Bora Bora) e ainda nas águas geladas do inverno canadense (Squamish – Tofino) , Rafael pode rodar o mundo, mas o  coração mesmo está no Rio de Janeiro.

Valeu Rafa pelo passeio e todas as dicas sobre o esporte. O Rio de Janeiro agradece seu compromisso com nossa juventude.

 

Visual no início do nosso #30tododia
Visual no início do nosso #30tododia
Pedro, Rafa e Eu após a remada.
Pedro, Rafa e Eu após a remada.

 

Confira o vídeo que mostra um pouco sobre o SUPrir. http://vimeo.com/35214086

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