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Genética x resultados

Genética e resultados

Sabe aquele amigo que é magro de ruim, aquela amiga que tem uma cintura fina, glúteos firmes e pernas torneadas sem nunca ter puxado um ferro, ou aquele amigo que é gordinho desde que se entende por gente?

Na linguagem popular, chamamos isto de tipo físico e no exemplo acima fica: “magro”, “forte” e “gordo”

Muitas vezes, não conseguimos atingir nossos objetivos estéticos devido a famosa genética.

Chamamos isso de genótipo, segue a definição:

“O genótipo é o responsável pelo potencial do atleta. Isso inclui fatores como composição corporal, biótipo, altura máxima esperada, força máxima possível e percentual de fibras musculares dos diferentes tipos, dentre outros”(BENDA & GRECO, 2001).

É importante averiguar estas características no processo de avaliação física, para determinar tanto o tipo de treinamento a ser empregado, quando a real possibilidade de resultados.

Somatótipo é uma teoria da técnica de classificação corporal.

Ela foi desenvolvida inicialmente em 1940, pelo fisiologista estadunidense William Herbert Sheldon¹, que dividiu a estrutura física do ser humano em três condições diferenciadas:

  • Endomorfia (adiposidade),
  • Mesomorfia (muscularidade),
  • Ectomorfia (magreza),

Definindo determinadas características físicas que as diferenciam entre si .

A partir do trabalho dos pesquisadores Sheldon, Heath & Carter² se desenvolveu um novo modelo para avaliação do somatótipo, que pode ser empregado tanto em homens quanto em mulheres e prevê a utilização de um formulário especifico (somatocarta), com o qual o avaliador deverá trabalhar para a coleta dos dados.

Lembro que independente do resultado, seja de mesomorfia, endomorfia ou ectomorfia, o treinamento, e a dieta alteram essas características.

@paivamarcello
@paivamarcello

Chamamos estas mudanças de fenótipo, segue a definição:

“O fenótipo é responsável pelo potencial ou pela evolução das capacidades envolvidas no genótipo. Neste se inclui tanto o desenvolvimento da capacidade de adaptação ao esforço e das habilidades esportivas como também a extensão da capacidade de aprendizagem do indivíduo.” (BENDA & GRECO, 2001)

Porém um ectomorfo(magro) consegue no máximo ser um mesoectomorfo (musculoso, porém com pouco volume) e nunca um campeão de fisiculturismo.

O que vale para o seu treino é uma avaliação criteriosa para determinar o treino e dieta que melhor se adequar as suas características

Ter ciência do seu real potencial, gera metas possíveis.
Treine pela saúde, qualidade de vida e performance.
Treinar somente visando estética pode te levar a decepção ou a caminhos perigosos a sua saúde.

Acompanhe no Instagram Dr. glúteo @treinadorboson 

Referência :
1- Sheldom, W. H.; Dupertuis, C. W.; McDermott, E. (1954), Atlas of men: A guide for somatotyping the adult male at all ages
2- The Heath-Carter Anthropometric Somatotype-Instruction ManualJEL Carter – 2002 – somatotype.org

Rodrigo Boson
Professor de Educação Física UFRJ
Pós Graduação em Fisiologia do Exercício e Treinamento de Força.
Especialista em Emagrecimento.
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Rodrigo Boson
Professor de Educação Física UFRJ Pós Graduação em Fisiologia do Exercício e Treinamento de Força. Especialista em Emagrecimento.