Dicas, Treinamento

Desenvolvimento por trás, #30paraqueserve

Ao longo dos anos percebemos a mudança de prisma com relação as técnicas que surgem e caem em desuso por motivos de aprofundamento e conhecimento ou por modismos corriqueiros. Hoje vou abordar um exercício que por anos predominou como um dos mais básicos para os ombros, que seria o desenvolvimento com barra por trás da nuca, sendo suas variantes em pé ou sentado.

O desenvolvimento vem com uma carga de importância por ser a base de técnicas muito utilizadas e que hoje em dia através do afloramento do treinamento funcional estão sendo resgatadas como: power clean, thruster squat, clean squat ou mesmo típicos movimentos como o próprio supino inclinado. Ao focarmos na execução por trás da nuca, entramos numa faixa de trabalho de avaliação da real vantagem, “PARAQUESERVE”.

O desenvolvimento por trás da nuca, sempre foi tido como uma técnica que teria maior ação das fibras posteriores do deltoide, e por sua execução ser posterior a nuca os músculos trapézio, redondo maior e menor ,elevador da escápula e serrátil anterior estariam sendo favorecidos por estarem primordialmente envolvidos na manutenção da posição das escápulas, sendo essa manutenção não alcançada de forma expressiva.

Ao adotarmos o desenvolvimento pela frente, passamos em primeira instância a perceber a amplitude do movimento. Ao iniciarmos a barra pela frente na altura do peitoral e finalizando sobre a cabeça com os braços estendidos ao lado do rosto, geramos mais ação muscular acentuando a ação do peitoral maior e deltóides por ambos estarem mais alongados no início sendo esses dois responsáveis por uma trajetória mais segura do movimento. A estabilização das escápulas ocorre nesta execução sendo o serrátil anterior, o trapézio e o supra espinhal bem recrutados. Quanto ao tríceps, não irei me aprofundar pois sua ação se da em qualquer extensão de cotovelos tendo grande participação no desenvolvimento.

Vantagens e desvantagens de ambas as técnicas:

  • O desenvolvimento pela frente, possui uma amplitude maior de execução, conta com uma gama maior de fibras envolvidas e é um exercício que entra na base de técnicas de levantamento de peso e ao graduarmos um pouco mais o exercício e executando o em pé, teremos uma ação primordial do core.
  • O desenvolvimento por trás, passa a não ser o preferencia,  por ter um grau de exposição articular maior devido a rotação externa das escápulas, porém existem técnicas que dependem desse tipo de posicionamento como o power snatch, em que a finalização seria um pouco mais exposta, podendo o desenvolvimento ser um exercício de ganho de amplitude articular.

O desenvolvimento é um exercício básico de grande valia , que deve ser considerado em qualquer rotina de treinamento.

Meu nome é João Marcelo Heringer e se você gosta de treino, seja bem vindo !

Marcello Paiva
Idealizador do portal @30tododia
Professor de Educação Física – UFRJ
Pós graduação em Fisiologia do Exercício e Programação Neurolinguística.
Coaching deTreinamento / Palestrante Motivacional
Consultas: 21 2529-6473
Email: marcellopaiva@30tododia.com.br
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Marcello Paiva
Idealizador do portal @30tododia Professor de Educação Física - UFRJ Pós graduação em Fisiologia do Exercício e Programação Neurolinguística. Coaching deTreinamento / Palestrante Motivacional Consultas: 21 2529-6473 Email: marcellopaiva@30tododia.com.br