Dicas, Treinamento

Cadeira abdutora com o tronco fletido

O movimento e a execução que iremos abordar, é um dos exercícios coadjuvantes mais presentes em treinamentos de perna e glúteos, sendo as técnicas envolvidas em sua execução a parte extraordinária a ser desmistificada, pois a simplicidade  do  exercício e do aparelho escondem a dúvida maior, “PARAQUESERVE”.

Quando executamos a cadeira abdutora, o foco do movimento será de forma redundante os “abdutores”, que são:

  • glúteo máximo,

  • glúteo médio,

  • glúteo mínimo,

  • piriforme,

  • obturador interno,

Todos envolvidos na estabilização do quadril estacionário ou na marcha.

O aparelho já  induz o indivíduo se manter próximo do encosto ou quando muito, utilizar um colchão extra  para ajustar sua alavanca devido a sua estatura.  Definimos o exercício como coadjuvante, por auxiliar outros exercícios que já tenham estimulados os glúteos máximos, como um agachamento ou leg press, tais movimentos que teriam como foco uma grande ação de glúteos e que na clássica máquina cadeira abdutora, seriam estimulados porém com menor intensidade.

Na busca por um trabalho mais eficiente e de resultados maiores do glúteo máximo, muitos praticantes perceberam que ao FLETIR O TRONCO ocorre o acréscimo de carga, pois com a flexão do  tronco e quadril o glúteo máximo entra em vantagem mecânica  possibilitando um aumento nas cargas, o que seria mais dificultado por estarmos sentados. Essa ação não faz a cadeira ser um exercício protagonista de uma série voltada para glúteos.

Todos os comentários expostos  nos levam a utilizar a cadeira abdutora como um exercício complementar ao treino, tendo a postura sentada como a forma mais adequada para estimulação dos “ABDUTORES”,  esta posição auxilia e muito na formação da lateral do glúteo e mesmo que seja utilizada pouca carga, possui uma dificuldade maior.

Na variação com o tronco fletido, as cargas serão aumentadas expressivamente por ocorrer uma maior atuação do glúteo máximo, mesmo assim não se torna um exercício voltado somete para  glúteos.

Em nenhuma das duas execuções teremos um grande trabalho de glúteos máximos, por esse não ser um abdutor primariamente e sim um extensor de quadril, mas comparando uma técnica a outra, a fletida terá ação um pouco maior dos glúteos.

Meu nome é João Marcelo Heringer e se você gosta de treino, seja bem vindo!

Post AnteriorPróximo Artigo