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Método agonista/antagonista saiba para que serve e como fazer?

Agonista e antagonista

Entenda alguns conceitos básicos deste método:

  • Músculo agonista: Motor primário e principal responsável pela execução de determinado movimento.
  • Músculo antagonista: Se opõem ao movimento, e o seu relaxamento permite também que o movimento principal ocorra.
  • Co-contração ou coativação: fenômeno caracterizado pela participação contrária (pela sua contração) do músculo antagonista a determinado movimento, “dificultando” a realização do mesmo. A coordenação existente entre ação do agonista e o subsequente “relaxamento” do antagonista reflete uma das primeiras adaptações do treinamento aos ganhos de força, também chamada de coordenação intermuscular.

Exemplos de músculos agonistas e seus respectivos antagonistas e vice versa:

  1. Bíceps (agonista) – tríceps (antagonista)
  2. Quadríceps (agonista) – Isquiotibiais (antagonista)
  3. Peito (agonista) – Costas (antagonista)

O método consiste na realização de um estímulo ao músculo antagonista através de um série de força, podendo ser isométrica, dinâmica ou explosiva, sendo feita logo após, um estímulo ao músculo agonista.

“O objetivo do método é gerar uma “fadiga” prévia ao músculo antagonista, sendo esta condição, demonstrada em alguns estudos, potencializar a produção de força do músculo agonista”. Afirma professor Fabricio Miranda.

Desta forma, com um antagonista mais “cansado”, diminuiríamos a co-contração, permitindo que o agonista gerasse mais força e potência na atividade realizada subsequentemente.

Apesar de boa parte dos estudos realmente apontarem para o feito agudo benéfico do método agonista/antagonista, existem alguns conflitos sobre o tipo de estímulo que deva ser dado ao músculo antagonista e que tipo de manifestação da força muscular seria potencializada por esta estratégia.

Ou seja, pode se dizer que para a proposta apresentada acima, o uso deste método na sala de musculação para objetivos como hipertrofia ou ganhos de força, ainda permanece obscuro.

Tal fato ocorre por que boa parte dos estudos analisou os efeitos do método agonista/antagonista sobre o desempenho da potência muscular ou contração isométrica voluntária máxima, mas não sobre os efeitos hipertróficos.

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Então, para que serve o uso deste método nas salas de musculação?

O volume de carga (séries x repetições x carga mobilizada) é uma importante variável nas adaptações a hipertrofia muscular e nos ganhos de força muscular, e alguns estudos verificaram que o método agonista/antagonista consegue manter o mesmo volume de carga em comparação ao método tradicional, porém, para um tempo de treinamento menor, ou seja, produz mesma quantidade de trabalho num menor tempo, este conceito conhecido como eficiência.

Fazer um exercício antagonista e outro agonista sem descanso, como preconiza o método, possibilita um descanso ativo entre os exercícios, isso diminui bastante o tempo total da sessão de treinamento, sem que seja prejudicado o estímulo sobre o volume de carga total, sendo assim, é uma ótima estratégia para quem deseja ganhar tempo dentro da sala de musculação.

Outro fator interessante diz respeito ao GASTO CALÓRICO de uma sessão feita sob a forma de descanso ativo, como o método agonista/antagonista, quando comparado aos mesmo exercícios realizados de forma tradicional.

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Foi verificado um maior gasto energético, principalmente relacionado após o treinamento, como o aumento do consumo de oxigênio pós exercício (EPOC). Tal fato foi correlacionado como a concentração de metabólitos (lactato) após a aplicação do método agonista/antagonista, o que aponta para seu benefício também para objetivos como o emagrecimento.

Veja aqui um exemplo do método agonista antagonista

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Texto: Professor Fabricio Miranda, siga no Instagram @fm.assessoria

Referências:

Daniel Baker and I`Obert U. Newton. Acute effect on power output of alternating an agonist and antagonist muscle exercise during complex training. Journal of Strength and Conditioning Research, 2005, 19(1), 202–205.

Jeremy Maynard and William P. Ebben. The Effects of Antagonist Prefatigue on Agonist Torque and Electromyography.Journal of Strength and Conditioning Research, 2003, 17(3), 469–474

Daniel W. Robbins et al. Physical performance and electromyographic responses to an acute bout of paired set strength training versus traditional strength training.Journal of Strength and Conditioning Research, 2010, 24(5)/1237–1245.

Kelleher AR et al. The metabolic cost of reciprocal supersets VS. traditional resistance exercise in young recreationally active adults. Journal of Strength and Conditioning Research. 2010;24:1043-1051.

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