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Maratona Internacional de Porto Alegre 2016

Maratona

Porto Alegre 2016

Nosso colunista Rodrigo Paiva (@rodmengo) foi lá e conferiu tudo que rolou na 33a Maratona Internacional de Porto Alegre, no último dia 12 de junho e conta tudo aqui e agora.

A Maratona Internacional de Porto Alegre chega a sua 33ª edição, e já está se consagrando como “a prova do índice” em terras brasileiras. Isso por se tratar de uma prova rápida, praticamente plana, com clima perfeito para essa distância e pelos atrativos de conhecer a região sul do país, em pleno inverno.

E a fama de “prova índice” se dá pelo motivo de muitos corredores brasileiros, estarem tentando a última chance de conseguir o tão concorrido índice para a Maratona de Boston, nos EUA, uma das 6 provas Major de maratona no mundo (Boston, Chicago, Berlin, Londres, Nova Iorque e Tóquio). E eu fui correr justamente com essa proposta inicial, mesmo sabendo da dificuldade em atingir o índice definido para minha categoria (3h15min para 40-45 anos).

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Detalhes da estrutura da Maratona

A Maratona Internacional de Porto Alegre é uma prova reconhecida pela boa organização, hidratação perfeita e por excelente estrutura na prova para os atletas. A prova ainda conta com uma Meia Maratona, uma prova de 10km, outra de 5km e a menor distância, uma de 3km, totalizando 7.500 inscritos em todas as modalidades.

A largada das provas menores é feita em horário diferenciado da Maratona e Meia Maratona, evitando assim tumulto e problema para os atletas das distâncias maiores.
Até o ano passado, a prova tinha locais diferentes para largada e chegada, porém em 2016 houve uma mudança, para melhor, e largada e chegada serão no mesmo lugar.

As Inscrições

A prova normalmente é realizada em junho e as inscrições quase sempre abrem entre fevereiro e março do mesmo ano.

O site para inscrições e informações da prova é:

http://www.esportif.com.br/evento/maratona16/

Este ano as inscrições terminaram no início do mês de junho. Eu fiz minha inscrição assim que a mesma abriu, com o intuito de programar cedo minha viagem.

Retirada do Kit

Este ano a retirada do kit foi na loja Paquetá Esportes, no Shopping Praia de Belas. Para quem está acostumado com uma grande feira de esportes, uma expo maratona, como normalmente vemos na Maratona do Rio ou nas grandes provas fora do Brasil, a entrega dos kits é uma decepção, mas nada que tire o brilho da prova.

Para quem retirou na sexta, foi tudo tranquilo, mas para aqueles que como eu, retirou o kit no sábado, sofreu com a fila enorme dentro do shopping e uma lentidão terrível para conseguir sair com o kit de lá. A espera na fila estava em média de 2h até umas 16h. Eu conseguir retirar o meu por volta das 18h e ainda sim fiquei 45min na fila até conseguir. Uma pena!

O kit foi formado pelo número de peito, uma sacola de treino, camisa oficial da prova e alguns brindes dos patrocinadores.

Um diferencial dessa prova, é que a organização ofereceu um transporte exclusivo para os atletas, principalmente para os que vinham de fora da cidade, retirarem seus kits. As vans saíam do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, passando pela Rodoviária e seguindo depois para o shopping. Tinha outra linha que pegava os atletas no Centro de Porto Alegre. Parabéns para a organização nesse ponto!!!

Hospedagem e voos

Para quem gosta de se planejar com antecedência, o ideal é tão logo realizar sua inscrição na prova, fazer também a reserva do hotel e voo. Consegui um hotel que fica ao lado do shopping onde foi a retirada do kit e apenas 2km da largada/chegada da prova. Muitos amigos da minha equipe de corrida (EZK Team), que também correram a prova, seguiram minhas dicas e ficaram muito bem hospedados em termos de logística para a prova.

A organização da prova oferece alguns hotéis conveniados no ato da inscrição, que servem como opções para quem vem de fora correr.

Em relação ao voo, eu tive sorte e consegui trocar milhas e por ter feito a reserva com bastante antecedência, consegui bons horários de ida e volta. Minha chegada foi no sábado na hora do almoço e voltei na segunda, após um merecido descanso, na parte da tarde.

@rodmengo
@rodmengo

A Prova

A manhã estava congelante e foi difícil sair do hotel por volta de 6h para a largada…rs! Acordamos todos muito cedo e o hotel ofereceu um café da manhã antecipado, visando os corredores que estavam hospedados e foi bem legal aquele clima pré-prova de várias pessoas do Brasil e da América do Sul.

Resolvemos ir para a largada trotando e aquecendo o corpo para a prova. Eu estava com um casaco e uma calça de moletom para proteger um pouco mais do frio, pelo menos até deixar a bolsa no guarda-volumes. Aliás a entrega das sacolas no guarda-volume estava muito bem organizada!

A prova começou pontualmente às 7h e com muito frio, algo em torno de 3° e a sensação térmica era mais baixa ainda e estava -3°. Para mim e os demais cariocas na prova, foi duro enfrentar o frio!

O percurso não é 100% plano, mas nada que comprometa a prova. O que eu não gostei e muitos corredores na chegada estavam compartilhando da mesma opinião, eram as retomadas na prova e muito vai e vem num mesmo local. E ainda tivemos que cruzar a linha da chegada nos primeiros 21km, o que não ajuda em nada o psicológico de quem ainda vai ter mais 21km para percorrer…rs!

Como a fama já dizia, os postos de água eram abundantes, muitos postos com isotônico e dois pontos com banana, tudo muito farto e bem distribuído.

Pós-prova

Na chegada faltou aquele plástico para aquecer os corredores (muito usado nas provas frias fora do país), pois o frio ainda era intenso, mesmo com o sol brilhando na capital gaúcha.

Logo depois entregaram a medalha, linda diga-se de passagem, e havia um enorme corredor cheio de biscoitos, água e frutas para os atletas, tudo muito bem servido! Depois ainda tinha um estande enorme de massagem, com muitos, mas muitos profissionais para atender os corredores, muito legal mesmo! Só não fiquei porque eu estava congelado e precisava trocar de roupa para não sofrer uma hipotermia…rs!

O sentimento após a corrida…

Como toda maratona, foram pouco mais de 3 meses de treinamento árduo, intenso e abdicando de muitas coisas pessoais, me alimentando bem, para estar preparado para o grande dia.

O objetivo desde o início dos treinos era conseguir o índice de Boston (3h 15min). Para a prova de 2016, o último classificado na minha faixa etária, entrou com 3min a menos, ou seja, tinha que fazer 3h12min para sonhar com a vaga. E isso significava tirar 8min do meu melhor tempo ano passado, em Buenos Aires. Bem difícil…

E assim fui para a prova, ciente das dificuldades que o frio poderia causar e também do tempo que deveria baixar! Só iria saber se dava ou não, tentando, enfrentando todos os 42km e a história que cada um deles me traria depois. As coisas não saíram como o previsto e o índice de Boston não veio, foram 3h37min de prova sendo metade dela muito travado de cãibra e com os pés congelados pelo frio. Mas foi mais uma experiência e só a primeira tentativa desse almejado índice. Uma hora ele vem! Feliz por completar outra maratona e colocar mais uma linda medalha no peito!

Espero que a minha experiência te ajude e adoraria saber o que achou desse texto, se quiser deixe a sua opinião aqui nos comentários. Estamos juntos nessa, meu instagram é @rodmengo.

Agora é recuperar corpo, cabeça e alma e planejar o segundo semestre de provas com meu treinador!

Abraço galera!

@rodmengo
@rodmengo
Apaixonado por corrida de rua desde 2007, maratonista desde 2014 e incentivador de uma vida saudável através do #30tododia. Equipe de Corrida: EZK Team.
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Apaixonado por corrida de rua desde 2007, maratonista desde 2014 e incentivador de uma vida saudável através do #30tododia. Equipe de Corrida: EZK Team.