Dicas

Agachamento Clássico (squat) x Agachamento Frontal (front squat)

Vamos abordar dois básicos exercícios  que por muito tempo foram caçados como exercícios “detonadores de joelhos e coluna”, sendo praticados apenas por atletas e por adeptos de cargas elevadas, os clássicos “marombeiros”.

Porém as técnicas deram a volta por cima, seu reconhecimento no meio desportivo veio abrir portas para não somente aqueles que gostam de cargas pesadas,  mas também a aqueles que buscam uma mecânica complexa que estimule um  número gigantesco de fibras musculares.

Os agachamentos por si só são extremamente vantajosos em dinâmicas de treinamento, sendo obrigatórios nas rotinas de qualquer pessoa , logicamente respeitando lesões que poderiam ser maximizadas por compressões longitudinais, fatores que qualquer exercício em pé deve levar em conta.

Então vamos levantar os fatores  que envolvem os agachamentos livres propostos  e decidir qual deles se encaixa melhor em sua vida de treinos e assim  buscar o #30paraqueserve.

Agachamento Clássico:

É,  e sempre será o mais poderoso exercício de membros inferiores executado, sendo ele o mais completo e com mais unidades motoras recrutadas, seu poder de impelir cargas elevadas se torna extremamente útil em rotinas que se espera um ganho de força, hipertrofia e potência, e por ser tão estimulante, sua execução com apenas o peso do corpo pode ser extremamente relevante em vários tipos de treinos como os pliométricos .

Sua vantagem em termos musculares seria o monstruoso trabalho de glúteos e quadríceps, vinculado lógico a uma amplitude do movimento, pois ao atingirmos o ângulo de 90 graus e o fêmur estiver horizontalizado teremos a maior mobilização dos músculos descritos, lembrando que uma maior amplitude acarreta em um maior recrutamento muscular, porém deve-se avaliar a técnica e progredir o trabalho com o intuito de adaptar o corpo a ser submetido a uma alta tensão de carga em uma  execução muito ampla.

Não podemos esquecer que por se tratar de uma mecânica poderosa , também ocorre a contração dos adutores, ísquios porém não tão intensa , e na manutenção do core encontramos um trabalho da parede abdominal em seu todo, e eretores de espinha, criando literalmente uma coluna de sustentação sólida para a manutenção da coluna vertebral e suas curvaturas.

Agachamento Frontal:

Sem dúvida é uma técnica básica de todo levantador de peso e por não ser tão complexa quanto os levantamentos, passou a ser adotada em rotinas de treinos em academias, e podemos ver com muita frequência nos salões de musculação.

Adeptos desse movimento o praticam com intuitos mais diversos, por existir uma ação de estabilização da barra frontalmente podemos agregar estímulos de membros superiores nesse dia, tendo assim uma oportunidade de aumentar a demanda energética.

Devido a sua estabilização frontal, teremos um maior recrutamento dos eretores de espinha e  de todos os músculos que estabilizam a escápula, evitando sua depressão. A fim de manter  a barra estável na altura dos ombros ao longo de todo movimento, os músculos envolvidos nos membros inferiores serão os mesmos que o agachamento clássico, porém ocorre uma menor compressão articular de joelhos e coluna, mas não pela técnica em si, e sim por ser um movimento mais complexo que tende a menores cargas .

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Podemos acreditar então que ambas as técnicas são poderosas para membros inferiores, tendo um trabalho incrível de glúteos e coxa, sendo o “agachamento clássico” uma técnica que permite a utilização de cargas mais elevadas por sua estabilização de coluna estar mais favorável na execução,  sendo ele o número um de todos os exercícios de membros inferiores. Já no caso do “agachamento frontal”, por se tratar de uma técnica mais complexa com uma dinâmica não tão habitual de estabilização , ele é executado em  rotinas mais avançadas, não sendo indicada para iniciantes, porém a sua estabilização de membros superiores  é expressivo possibilitando assim movimentos de membros superiores nesse dia, aumentando o gasto de energia total do treino.

Posso concluir  que as duas técnicas são muito relevantes em níveis distintos de treinamento, eu mesmo usufruo de suas vantagens, não abordei diretamente a amplitude ou posicionamento de pés no movimento ou mesmo o posicionamento da coluna, propositalmente afim de minimizar questionamentos, porém posso dizer que tais técnicas foram descriminadas por muito tempo e permanecem sendo glorificadas até hoje.

Meu nome é João Marcelo Heringer  se gosta de treino, seja bem vindo!

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