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Mulher atleta, você conhece a tríade da mulher atleta?

 

Tríade da mulher atleta

Um problema das mulheres que treinam demais.

Atualmente vemos uma busca incessante pela estética onde a população busca informações através de diversos perfis nas redes sociais. Se por um lado é muito bom, esses perfis conseguirem retirar a população do sedentarismo com muitas dicas de treino, por outro lado há uma preocupação onde essa procura pelo CORPO PERFEITO traz consigo o excesso de treino e outras condutas em que as pessoas estão se sujeitando.

Devido a padrões e pressão exigidos pela sociedade, as mulheres tentam reduzir a gordura corporal a todo custo através de uma restrição calórica ou uma ampla variedade de práticas alimentares inadequadas, como dietas milagrosas, o jejum, pílulas, remédios mágicos, laxantes, diuréticos, entre outras estratégias.

Ao também realizar a análise de diversos tipos de treinos, observa-se que não há uma periodização para a recuperação e muitas das pessoas, principalmente as mulheres apresentam diversas queixas que as analisando, remetem a um quadro da TRÍADE DA MULHER ATLETA.

O termo tríade da mulher (não somente da mulher atleta) descreve melhor a situação dessa síndrome, pois ela também atinge mulheres fisicamente ativas na população em geral que não se enquadram no perfil típico da atleta em si.

Esse quadro da TRÍADE DA MULHER já bastante investigado é uma síndrome que ocorre em adolescentes e mulheres fisicamente ativas. Os principais diagnósticos dessa síndrome são os DISTÚRBIOS ALIMENTARES, a AMENORREIA (ausência de fluxo menstrual ou ciclo) e o QUADRO DE OSTEOPOROSE.

Provavelmente muitas mulheres jovens que participam de programas de atividades físicas regulares sofram de pelo menos um dos distúrbios da tríade, particularmente os comportamentos alimentares desordenados e a baixa ingesta calórica.

% da população:

Essa enfermidade atinge cerca de 50% das mulheres envolvidas em esportes relacionados com o processo de emagrecimento e na busca incessante pelo corpo perfeito. A prevalência de amenorreia entre mulheres que treinam demasiadamente como treinos de corridas de longa distância, musculação em excesso varia entre 25 e 65%.

Outro grande problema associado à tríade é que a Densidade Mineral Óssea está relacionada intimamente com a regularidade menstrual e o número total de ciclos menstruais.

A parada prematura da menstruação remove o efeito protetor do ESTROGÊNIO SOBRE O OSSO, tornando essas mulheres mais vulneráveis à perda de cálcio, e consequente diminuição da massa óssea, levando a um quadro de OSTEOPOROSE. E para piorar o quadro do problema da amenorreia, é que ela se agrava nas mulheres que fazem restrição calórica de baixas ingestões de proteínas, lipídios que consequentemente resulta também uma ingestão insuficiente de cálcio.

A amenorreia persistente reduz os benefícios do exercício sobre a massa óssea além de fazer aumentar também o risco de lesões musculares, particularmente as fraturas por estresse durante o exercício. Por exemplo, uma redução de 5% na massa óssea eleva o risco de fraturas de estresse em cerca de 40%.

Mas nem tudo está perdido. O reestabelecimento das menstruações normais consegue proporcionar uma boa recuperação da massa óssea.

 

@jana_motta
@jana_motta

 

Tratamento:

O tratamento bem-sucedido para se combater o quadro da TRÍADE DA MULHER utiliza uma abordagem de quatro medidas importantes. São elas:

  1. Reduzir o nível de treinamento em 10 a 20%
  2. Aumentar gradualmente a ingesta calórica.
  3. Aumentar o peso corporal em 2 a 3%
  4. Manter a ingestão de cálcio em 1.500 mg/dia

 

Portanto,  ouça seu corpo para os alertas mostrados por ele e reajuste o seu treino com o seu (sua) professora.

Lembre-se, ao se buscar uma melhor qualidade de vida e saúde com a prática de atividade física regular, a estética vem de brinde.

Professor Doutor Cesar Marra.

 

Referências:

Nattiv, A. et al. The Female Athlete Triad. Clin Sports Med, 13: 405, 1994. Smith AD. The Female Athlete Triad: causes, diagnosis and Treatment. Phys Sportsmed, 10:233, 1990.

Powers, SD. et al. Exercise training-induced alterations in skeletal muscle antioxidant capacity: a brief review. Med Sci Sports Exercise, 31:987, 1999.

Otis, CL. et al. A tríade da atleta: posicionamento oficial. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 5(4), 150-158, 1999.

 

 

Dr Cesar Marra

Doutor em Saúde Coletiva.

Mestre em Educação Física.

Especialista em Fisiologia do Exercício.

Doutor em saúde coletiva/obesidade
Consultor Técnico @30tododia
Email: profcesarmarra@gmail.com
Pioneiro no estudo de HIIT no Brasil.
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