Dicas

Wings For Life bate recordes de inscritos e de quilômetros rodados

Wings For Life 2017 – Brasília    
             Correr sem uma linha de chegada. Correr sem saber qual será ao certo o seu destino final. Mas com uma certeza: colaborar com as pesquisas da cura da lesão medular. Esse é o propósito da Wings For Life World Run, que rolou neste domingo em Brasília e em mais de 24 cidades ao mesmo tempo. A corrida teve recorde de inscritos esse ano: 110 mil pessoas. Como 100% das taxas de inscrição são revertidas para a causa, foram arrecadados mais de 23 milhões de reais para colaborar nas pesquisas.
               Foi nesse clima de “Vamos Correr por Quem Não Pode Correr”, que eu (Aninha @caseicomatleta) cheguei em Brasília para participar pela primeira vez da prova. Fiquei maravilhada com a energia das pessoas. Lá no início eu disse que a gente corre sem uma linha de chegada. Isso porque a prova só termina quando o carro perseguidor, pilotado pelo ídolo Cacá Bueno, te ultrapassa. No caso, o “catcher car” largou 30 minutos após o início da corrida, com uma velocidade de 15km/h.
     Ao longo da prova, que fiz pela equipe do @30tododia, vi de tudo e me arrepiei com a força de vontade dos cadeirantes, que largam junto com todos. O percurso teve muita subida e descida e pra quem tá acostumado a treinar com uma certa umidade, o ar seco de Brasília pode atrapalhar. Por isso, em TODOS os postos de água, eu peguei pelo menos um copo. Bebia um pouco, jogava na minha cabeça, braços e pernas.
@caseicomatleta
               A prova terminou pra mim depois de 18,2k percorridos, sendo que os últimos 300 metros foi num sprint final até surgir no meu lado o carro perseguidor.
               Só que teve gente que correu mais. Em Brasíla, o campeão foi Luís Felipe Barboza após fazer 58,88k, mas o vencedor mundial foi especial. O cadeirante sueco Aron Anderson foi responsável pelo feito de percorrer 92,14k em Dubai e bater o recorde de todas as edições da Wings For Life.
               Uma corrida realmente especial, que tem um propósito bem maior do que apenas olhar o relógio, calcular o seu pace, se preocupar com o ritmo e bater o seu próprio recorde. É mais do que isso. É correr e acreditar que num futuro próximo essas pessoas que sofrem com a lesão na medula tenham uma qualidade de vida melhor e quem sabe, uma cura.
                Idealizador do 30tododia professor Marcello Paiva também estava lá representando o time e fez 17km, 1 km a menos do que tinha feito ano passado.
@paivamarcello
“Esse ano fiz 17km mas a emoção foi ainda maior, participar dessa prova é um verdadeiro privilégio, saber que estamos correndo por quem não pode correr é uma energia única”. Afirma Marcello Paiva.
          Tivemos também no dia anterior a corrida um encontro com os atletas Redbull no Teatro do Shopping Brasília com direito a fotinho do time de Influenciadores @redbullbr.
Por fim, todos queriam colocar essa medalha no peito. Nos vemos no ano que vem e lembre-se:
Corra por quem não pode correr!
Texto: Aninha @caseicomatleta e Marcello Paiva @paivamarcello.

 

Jornalista e corredora em quase todas as horas vagas. Sou eclética. Daquelas que ama correr, mas que também tem uma queda pelos treinos de força na academia. No meu dia cabe de tudo um pouco: Trabalho, treino, esporte, viagens e vida social. Por isso, o espaço aqui vai ser tudo junto e misturado. Afinal, o equilíbrio é a alma do negócio.
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Jornalista e corredora em quase todas as horas vagas. Sou eclética. Daquelas que ama correr, mas que também tem uma queda pelos treinos de força na academia. No meu dia cabe de tudo um pouco: Trabalho, treino, esporte, viagens e vida social. Por isso, o espaço aqui vai ser tudo junto e misturado. Afinal, o equilíbrio é a alma do negócio.