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Meia Maratona de Berlim: clima e percurso perfeitos na missão de bater o recorde

 

Detalhes da Meia Maratona de Berlim

Berlim, a capital da Alemanha, é conhecida por ser um dos paraísos dos corredores no mundo. Tanto a Meia Maratona, quanto a Maratona são concorridíssimas, por terem um percurso bem plano e um clima perfeito (nem muito quente, nem muito frio). Foi um desses motivos que me levou a fazer a Meia Maratona de Berlim.

Pré-prova:

          E fui com a expectativa de baixar meu tempo, que pra mim já estava bom demais. Meu recorde até então era de 1h51min em Buenos Aires (outra prova muito boa pra “fazer tempo”), por isso teria que treinar firme, me alimentar bem e ter foco! Na teoria é lindo, mas na prática não foi bem assim.
          Tive duas gripes quase seguidas faltando um mês pra prova, não treinei o que deveria por conta disso, mas fui com a expectativa de fazer um tempo abaixo de 1h50min, ou seja, um pace (tempo por 1 km rodado) por volta de 5’10”. A vontade era tanta que eu e meu treinador Roberto Sobreira fizemos até uma estratégia: os 4 primeiros kms a 5’15”, 5’20”, os próximos 10kms a 5’10” e os últimos 7kms dar o gás final!
          Cheguei na Europa na segunda-feira, dia 27 de maio, e a prova era somente dia 2 de abril. Não foi o ideal. Acho que o melhor seria chegar por volta de quinta-feira, para se ajustar ao fuso, mas ao mesmo tempo não mudar tanto a alimentação e conseguir ir descansada pra prova. Acabei chegando cedo demais, andei pra caramba conhecendo os lugares (sabe como é Europa, né) e comendo coisas fora da dieta. Conclusão: no sábado, um dia antes da prova, as pernas estavam cansadas, pesadas e eu, preocupada! Mas ainda restava aquele 1% de esperança de bater o tempo abaixo de 1h50min.
Dia da prova:
          O dia 2 de abril amanheceu com um tempo perfeito, temperatura por volta dos 12 graus e uma multidão já esperava pela largada, que aconteceu às 10h15 da manhã. Trinta mil pessoas e uma energia contagiante levaram a estratégia traçada pelo meu treinador por água abaixo. Fiz os primeiros 4kms a 5’05, 5’10”, ou seja, não segurei.
          Fui sem fone e com isso pude aproveitar ainda mais a energia da prova. A cada km, tinha uma banda diferente e por TODO o percurso tinha torcida, pessoas gritando e criancinhas pedindo um high-five. Bati na mão de umas 3 coisinhas fofas pelo caminho, mas lá pelo km 15 resolvi focar mais na minha corrida. O meu pace girava em torno de 5’05”, mas o cansaço já era um pouco maior.
           Se no fim, era pra eu dar um sprint, eu acabei fazendo o contrário. Aumentei o pace, variei entre 5’15”, 5’20” e 5’10”, mas já perto dos últimos 2kms vi que era sim possível bater a meta de fazer sub-1:50 e nada ali me segurou. A energia da chegada já estava contagiando, apesar do extremo cansaço. A corpo queria parar, mas a cabeça mandou ver nessa hora e disse “sou eu que mando aqui”.
           Na reta final, quando eu vi o pórtico de chegada, acelerei, não pensei duas vezes, na verdade nem sei o que eu pensei. Não olhei pro relógio, não olhei para as pessoas, só olhei pro pórtico. Mirei e fui: 1h49min35seg.
           A felicidade tomou conta de mim. Bati a meta, apesar de ter 99% de certeza de que isso não aconteceria. Ainda bem que tive o 1% de esperança… No fundo, no fundo, foi ela que me levou a fazer os 25 segundos abaixo do tempo de 1h50min!
Texto: Aninha Leal, siga no Instagram @caseicomatleta
Ana Luiza
Jornalista e corredora em quase todas as horas vagas. Sou eclética. Daquelas que ama correr, mas que também tem uma queda pelos treinos de força na academia. No meu dia cabe de tudo um pouco: Trabalho, treino, esporte, viagens e vida social. Por isso, o espaço aqui vai ser tudo junto e misturado. Afinal, o equilíbrio é a alma do negócio.
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Ana Luiza
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