30tododia, Pitacos

Golden Run: A experiência emocionante de bater o recorde pessoal no Rio de Janeiro

Golden Run, uma corrida muito rápida.

A Golden Run, no Rio de Janeiro, reuniu mais de 6 mil corredores neste último domingo, dia 30 de julho, e para muitos era a oportunidade de conseguir baixar o seu próprio tempo. Uma prova de corrida de 21K no Rio com altimetria super favorável, sem as temidas ladeiras do Elevado do Joá e da Niemeyer, começando no Leblon, terminando no Aterro do Flamengo e com a temperatura que todo carioca pediu a Deus, por volta dos 18ºC.

  • Início da Corrida

Sim. Era A PROVA pra baixar tempo e eu, assim como muitos, também fui com esse intuito. A ideia era sair a pace de 5:00 cravado e permanecer assim até o km 15. Mentalizei o 5:00, mas o primeiro e o segundo saíram a 4:53.

Me veio um pequeno medo, mas pensei que aquele pace seria apenas para sair da “muvuca” de início de prova e encontrar um caminho tranquilo.

Na minha última prova, na Meia do Rio, em junho, tinha feito uma média de 5:00 cravado de pace, então não queria sair muito disso. O medo de puxar no início e quebrar no fim existia e, por isso, fui cautelosa na Golden Run.

A partir do km 7, comecei a sentir o meu corpo mais aquecido, mais bem preparado e mais confortável pra manter algo em torno de 4:55. Encontrei duas pessoas que estavam no mesmo ritmo que o meu e fui seguindo, sempre olhando para o relógio pra não sair da estratégia.

  • Parte final da Corrida

Entrei na Praia de Botafogo e fiquei com aquela sensação de “está terminando”, acostumada com as outras corridas que terminam no Aterro do Flamengo. Só que ainda faltavam cerca de 11 quilômetros.

A sensação no corpo que já era boa, ficou ainda melhor. Estava realmente me sentindo bem e resolvi arriscar o pace de 4:50. Foquei na passada, na postura, tudo pensado para eu economizar o máximo de energia nessa parte final da prova.

O corpo estava respondendo tão bem que no km 10 percebi que tinha esquecido de tomar o carbogel. Geralmente, tomo no km 8 ou km 9, dependendo do meu estado. Tomei logo que percebi que tinha esquecido e procurei me acalmar.

Vendo que estava tudo sob controle, no km 14 arrisquei um pouco mais. O corpo já sentia um pouco mais o cansaço, mas nada que fosse comprometer lá na frente. Tinha chegado a hora de puxar um pouco mais e foi exatamente isso que eu fiz.

O problema é que o percurso ali pelo km 15 e 16 não ajudava muito. Muitas curvas, piso irregular e eu precisava naquele momento, além de prestar atenção na postura, passada, respiração e velocidade, olhar atentamente para o chão, desviando dos buracos.

Cheguei ao km 17 sobrando, mas permaneci no ritmo e tracei uma estratégia ali mesmo: “Vou pro tudo ou nada no km 19!” E foi isso que aconteceu. Nos últimos dois kms, eu foquei. Não pensava mais em nada. Era acelerar a passada, aumentar a cadência, inclinar o corpo um pouco mais pra frente e fazer os meus melhores 2 kms da prova.

Quando eu percebi que poderia fechar na casa de 1h43min arrepiei. Era a possibilidade de baixar 2 minutos do meu último tempo. Acelerei mais ainda quando vi o pórtico de chegada e enfim parei o cronômetro quando marcava 1h43min37seg. Recorde Pessoal!

Todo o esforço dos últimos meses fez sentido naquele momento. A alimentação mais regrada, a regularidade nos treinos, a vida social deixada em segundo plano. Mas tudo eu fiz e faço com muito gosto, sem esforço. E realmente tudo só faz sentido quando a gente faz por prazer.

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Aninha @caseicomatleta
Ana Luiza
Jornalista e corredora em quase todas as horas vagas. Sou eclética. Daquelas que ama correr, mas que também tem uma queda pelos treinos de força na academia. No meu dia cabe de tudo um pouco: Trabalho, treino, esporte, viagens e vida social. Por isso, o espaço aqui vai ser tudo junto e misturado. Afinal, o equilíbrio é a alma do negócio.
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Ana Luiza
Jornalista e corredora em quase todas as horas vagas. Sou eclética. Daquelas que ama correr, mas que também tem uma queda pelos treinos de força na academia. No meu dia cabe de tudo um pouco: Trabalho, treino, esporte, viagens e vida social. Por isso, o espaço aqui vai ser tudo junto e misturado. Afinal, o equilíbrio é a alma do negócio.